quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Sobre televisão e a vida cotidiana...


A Influência da Televisão na Formação dos Jovens Brasileiros

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KK Martins
KK Martins tem vinte anos de carreira, muitos deles atuando nas emissoras Globo, SBT, Record, Cultura, Rede TV!, Band e ESPN Brasil, como repórter, apresentador, editor-chefe, chefe de redação e coordenador de equipe. Também teve experiências em rádio, jornal, revista, assessoria de imprensa, consultoria e produção de eventos. Atualmente é editor-chefe do jornal “Notícias das Sete”, da Rede TV!.
A televisão é uma das principais fontes de informação do brasileiro. Muitas pesquisas demonstram essa tese. Apesar de a maioria delas ter objetivos distintos, acabam convergindo nessa conclusão. Alguns fatores podem explicar a obtenção de resultados similares em estudos diferentes e independentes.
A televisão é um dos meios de comunicação mais acessíveis à maioria da população brasileira. Noventa e sete por cento dos lares – nos mais de 5.500 municípios brasileiros – possuem, pelo menos, um aparelho de TV.
O custo também é baixo. Manter o aparelho ligado durante quatro horas por dia gera despesa próxima a cinco reais por mês na conta de luz. Levando em consideração que, mesmo desligado, o aparelho consome energia elétrica – no modo “stand by” – o gasto com a televisão na conta de luz sobe para algo em torno de sete reais ao mês. No Brasil, o preço médio de um livro – por exemplo – é praticamente três vezes maior que o valor pago para assistir televisão diariamente.
A TV também gera uma sensação de comodidade. Oferece grande quantidade de informação sem exigir muito esforço para a compreensão. A leitura, ao contrário, obriga o cérebro a decodificar símbolos e organizar as informações contidas neles. Certamente é um dos pontos que explica a pouca boa vontade dos brasileiros com os livros. Quase metade da população do Brasil, acima dos cinco anos, não costuma ler. E quase 98% assistem televisão diariamente.
Fica evidente que a televisão exerce influência na sociedade brasileira em todos os níveis. No entanto, esse poder não tem conseguido salvar o Brasil de um de seus principais inimigos: a ignorância.
Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – o IBGE – revela que, em 2007, o Brasil tinha mais de 14 milhões de analfabetos, de 15 anos ou mais de idade, o que corresponde a algo em torno de 10% da população. Taxa que coloca nosso País em nono lugar no “ranking” dos que possuem maior índice de analfabetos na América Latina. Atrás de países como Haiti, Nicarágua, El Salvador, Honduras, Guatemala, Jamaica, Bolívia, Argentina, Chile… No Balanço da UNESCO, o Brasil aparece ao lado de Etiópia, Nigéria, Bangladesh, Irã e Paquistão, entre outros.
Mas essas estatísticas não sensibilizam os magnatas da televisão. Pelo contrário, para eles os únicos números que interessam são os da audiência e os do faturamento. Para aumentar ambos contam com importantes aliados. A sociedade moderna é um deles.
O trabalho dos pais toma tempo da convivência com os filhos. E como as ruas se tornaram ambiente extremamente inseguro, as conexões das crianças com o mundo ficam praticamente a cargo da escola e da televisão. Para estimular essa dependência, as emissoras transportam cada vez mais a violência para dentro dos lares, em suas programações. Não apenas na exibição de programas policiais, mas até novelas e desenhos exploram a violência.
A antecipação de problemas, como sexo e drogas, atrai a curiosidade de crianças, adolescentes e jovens que – dessa maneira – perdem a inocência mais rapidamente, e podem ganhar problemas que afetam o futuro adulto. Mas para os donos das TVs, o mais importante é que antecipando etapas, essa gente miúda se torna mais cedo um consumidor potencial. E a exacerbação do consumismo pela mídia pode estimular a crença que “o importante é levar vantagem em tudo”.
A disciplina também é afetada pela televisão. Filhos que têm TV no quarto, por exemplo, costumam burlar o horário de dormir e as recomendações dos adultos sobre a programação que não devem assistir. Tudo através de um simples “clic” do controle remoto, toda vez que o adulto se aproxima. A realização dos deveres escolares também pode ficar atrelada à programação da televisão.
Desligar a TV nem sempre é a solução para esses problemas. Afinal, podemos tirar algum proveito da programação televisiva na educação. O veículo ajuda na alfabetização. Oferece estímulos para que as crianças falem, narrem os episódios, interpretem as histórias dos filmes e desenhos animados que assistiram na TV e façam, assim, uma ponte com a vida cotidiana. Também permite a constante atualização de acontecimentos, amplia fronteiras nos colocando em contato com diferentes realidades.
Entre os pontos positivos e negativos da televisão, os pais e educadores não devem esquecer que a família continua sendo a primeira fonte de influência comportamental, emocional e ética na criança. A família precisa aproveitar a grande influência da TV de maneira correta, estimulando a criança a assistir programas bons, ou evitando os horários ruins, ou ainda levando a criança para longe da TV e para perto de outra atividade.

A influência da televisão na vida das pessoas.








Ana Acordi /Profª orientadora Marli Vitali (SC0903JP)

A televisão está presente na vida das pessoas. Como meio de comunicação ela traz as mais variadas informações que inconscientemente os cidadãos captam. São valores e ideologias cultuadas. Funcionando muitas vezes como ditadora de regras, estilos e modas.
O sociólogo e historiador João Ramos Batanolli ressalta que a televisão tem seus pontos positivos e negativos. O lado positivo é pouco usado. “Ela exerce um efeito na sociedade. Os assuntos que passam na TV são os que são vividos, porém gera banalização da violência, morte, guerra, entre outros”, afirma.
As pessoas ficam tão acostumadas com o que é repassado, ver alguém morrer em sua frente se tornou algo normal. A violência é uma das principais notícias hoje trazidas nos telejornais que fisgam a atenção das pessoas. “O povo gosta de ver tragédia”, explica Batanolli.
De acordo com o sociólogo a influência da televisão depende do senso critico do telespectador. Hoje a grande maioria se posta em frente a um aparelho de forma passiva, para distração. Além disso, existe uma articulação do poder econômico, focando no consumismo, não apenas em propagandas, como também em novelas. “Ela condiciona as pessoas a comprar”, conta.
Os desenhos animados que prendem as crianças podem acarretar alguns transtornos, como ansiedade, violência, consumismo e torna um adulto sem senso critico. “A qualidade do desenho animado está cada vez mais perdendo o senso ético, como estético. Os personagens são psicóticos, ou possuem algum poder especial. Eles imprimem na mente infantil a competição, ser vitorioso com a dor do outro”, diz Batanolli.

VOLTA ÀS AULAS!!!!





                      volta as aulas


"O que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro. O que faz um povo são os pensamentos daqueles que o compõem.(Rubem Alves)

PROFESSORES E ALUNOS DA ESCOLA MUNICIPAL JOSÉ BATISTA POMPEU, SEJAM BEM VINDOS!

Seu filho passou no vestibular. E agora?


Foto: valores vestibular família
É durante a faculdade que o jovem precisa ter a família como uma importante referência de valores.


A família deve continuar acompanhando a rotina escolar e apoiando o jovem, mesmo durante o Ensino Superior

Após tanto esforço e expectativa, eis que a lista do SISU (ou a convocação do vestibular) traz a esperada boa notícia: seu filho foi aprovado! Comemoração geral entre familiares e amigos e, para vocês, pais, este é um momento de muito orgulho e de uma sensação de "missão cumprida", certo? Sim. Ou melhor, quase. Os pedagogos e psicólogos, na verdade, alertam que a "missão" ainda não terminou. "Os pais devem saber que a passagem do final do Ensino Médio para o início do Ensino Superior não significa o final da adolescência. Muitas famílias azem deste momento um rompimento e acreditam que, a partir de agora, o jovem tem de lidar com inúmeras situações sem contar tanto com o apoio da família, o que é um erro", explica o psicólogo Adriano Machado Oliveira, professor adjunto da Universidade Federal do Tocantins.
Ao contrário do que possa parecer, é exatamente neste período em que o jovem precisa ter a família como uma importante referência de valores e isso fica ainda mais urgente e necessário diante da realidade atual, na qual a juventude está fragilizada (veja mais sobre este fenômeno no item 5 abaixo).
A mesma opinião tem Anita Adas, coordenadora pedagógica do Ético Sistema de Ensino da Editora Saraiva, para quem a família deve se posicionar como uma verdadeira parceira do jovem. "Claro que há uma diminuição no ‘controle’ que os pais têm sobre este jovem e seu dia a dia, mas isso não quer dizer que ele não precise mais de orientação e supervisão. É preciso estabelecer uma justa medida neste acompanhamento, e cada família tem sua forma de ser, mas o que não pode acontecer são os pais perderem seu papel de autoridade, de alguém experiente com quem este jovem pode contar", diz.
Além de levar à reflexão sobre possíveis comportamentos inadequados, também cabe aos pais continuar a aprovar conquistas. "Basta olharmos para nós mesmos: mesmo adultos, ainda esperamos a aprovação daqueles que amamos. Por isso, é importante continuar a demostrar interesse pelo que ocorre na vida deste jovem e vibrar com suas vitórias, descobrimentos e crescimento pessoal", afirma Anita.

DÊ O SEU MELHOR!




Pare um minuto, olhe ao seu redor.
Perdemos tanto, com medo de sorrir.
Porque, há tão pouca emoção ?
Se um sorriso amigo, faz outro existir.

É tempo, de se estender a mão.
Pois buscamos juntos, a mesma solução.
Não, devemos desanimar, um mundo melhor
Só depende de nós.

Dê o seu melhor, isso é o que Deus quer.
Faça alguém feliz, e alguém também fará por você!

Pessoas, vão sem direção.
Nem um ombro amigo,
Um pouco de atenção,
Mas, devemos ver com o coração.
Que dar é bem melhor que receber.

Dê o seu melhor, isso é o que Deus quer.
Faça alguém feliz, e alguém também fará por você!

País eficiente, justo e decente...

Cristovam Buarque
Minha geração já assistiu a diversos milagres políticos. Um deles foi o desmonte do socialismo real no Leste Europeu, que provavelmente não teria ocorrido, naquele momento, se não fosse a liderança moral do papa João Paulo II. Com seu sentimento polonês, ele teve papel fundamental no despertar da necessidade das mudanças que as forças sociais empurravam nos países daquela área.
Nesses dias, o milagre foi a retomada das relações diplomáticas entre dois povos que viviam como inimigos a poucos quilômetros de distância, sem que um conseguisse vencer o outro. Nem os Estados Unidos estrangularam Cuba pelo uso do poder econômico, nem Cuba estrangulou os EUA com guerrilhas na América Latina.
O reatamento das relações diplomáticas entre EUA e Cuba, que um dia ocorreria pela pressão das forças sociais nos dois países, não teria acontecido agora sem a ousadia tanto do presidente Barack Obama quanto do presidente Raúl Castro, e sem, sobretudo, a força moral, aliada ao sentimento latino-americano, de Sua Santidade.
O mundo inteiro reconhece o papel de Sua Santidade na quebra do impasse de cinco décadas entre os dois países. Mesmo com a força política dos dois presidentes, as forças sociais não definiriam o momento; poderiam ficar represadas por outras décadas, até que um gesto as despertassem.
E NO BRASIL?
No Brasil, passamos por isso. A desigualdade que nos envergonha, a violência que nos mata, a corrupção que nos rouba recursos, a ineficiência que nos estrangula. Tudo isso pressiona para que algo ocorra e permita nosso salto para uma sociedade eficiente e harmônica. Sabemos o que é preciso fazer, sabemos como fazer, temos os recursos para isso, falta que as lideranças políticas se indignem, colocando a moral à frente da política, e a política tomando decisões decentes quanto ao uso dos recursos dos quais dispomos.
Mas parece que internamente não estamos conseguindo esse despertar. Agimos barrando a vontade das forças sociais, e não a favor delas.
Precisamos reatar as relações entre nossas classes sociais. E o caminho é colocar todas as nossas crianças em escolas com qualidade e com a mesma qualidade: os filhos dos pobres em escolas tão boas quanto as escolas dos filhos dos ricos. As forças sociais buscam isso, na ânsia de fazer com que o Brasil seja um país eficiente, justo, decente e com liberdade individual plena. Mas a política não se sensibiliza.
REATAMENTO SOCIAL
Aparentemente, há um divórcio entre a ansiedade das forças sociais, querendo um país melhor no futuro, e o comodismo das forças políticas, que querem apenas administrar improvisadamente o presente. Por isso, meu apelo a Sua Santidade: escreva aos líderes políticos brasileiros, do governo e da oposição, como fez para os líderes de Cuba e dos EUA, e fale da necessidade do reatamento social. Talvez Sua Santidade consiga nos despertar, como fez com os presidentes Obama e Castro.

domingo, 4 de janeiro de 2015

AVÓS E NETOS: UMA RELAÇÃO SEM LIMITES.






A Arte de Ser Avó

Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...

Quarenta anos, quarenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações - todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto - mas acredita.

Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais aqueles que você recorda.


E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avó, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto...

No entanto - no entanto! - nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha", e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer roquetes, tomar café - café! -, mexer no armário da louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar a água do gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser - e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer - e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...


Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém, esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!

E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: "Vó!", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.

E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade...

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague...

(O brasileiro perplexo, 1964.)
Rachel de Queiroz

FÉRIAS! OBAAA!