A Influência da Televisão na Formação dos Jovens Brasileiros
KK Martins
KK Martins tem vinte anos de carreira, muitos deles atuando nas emissoras Globo, SBT, Record, Cultura, Rede TV!, Band e ESPN Brasil, como repórter, apresentador, editor-chefe, chefe de redação e coordenador de equipe. Também teve experiências em rádio, jornal, revista, assessoria de imprensa, consultoria e produção de eventos. Atualmente é editor-chefe do jornal “Notícias das Sete”, da Rede TV!.
A televisão é uma das principais fontes de informação do brasileiro. Muitas pesquisas demonstram essa tese. Apesar de a maioria delas ter objetivos distintos, acabam convergindo nessa conclusão. Alguns fatores podem explicar a obtenção de resultados similares em estudos diferentes e independentes.
A televisão é um dos meios de comunicação mais acessíveis à maioria da população brasileira. Noventa e sete por cento dos lares – nos mais de 5.500 municípios brasileiros – possuem, pelo menos, um aparelho de TV.
O custo também é baixo. Manter o aparelho ligado durante quatro horas por dia gera despesa próxima a cinco reais por mês na conta de luz. Levando em consideração que, mesmo desligado, o aparelho consome energia elétrica – no modo “stand by” – o gasto com a televisão na conta de luz sobe para algo em torno de sete reais ao mês. No Brasil, o preço médio de um livro – por exemplo – é praticamente três vezes maior que o valor pago para assistir televisão diariamente.
A TV também gera uma sensação de comodidade. Oferece grande quantidade de informação sem exigir muito esforço para a compreensão. A leitura, ao contrário, obriga o cérebro a decodificar símbolos e organizar as informações contidas neles. Certamente é um dos pontos que explica a pouca boa vontade dos brasileiros com os livros. Quase metade da população do Brasil, acima dos cinco anos, não costuma ler. E quase 98% assistem televisão diariamente.
Fica evidente que a televisão exerce influência na sociedade brasileira em todos os níveis. No entanto, esse poder não tem conseguido salvar o Brasil de um de seus principais inimigos: a ignorância.
Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – o IBGE – revela que, em 2007, o Brasil tinha mais de 14 milhões de analfabetos, de 15 anos ou mais de idade, o que corresponde a algo em torno de 10% da população. Taxa que coloca nosso País em nono lugar no “ranking” dos que possuem maior índice de analfabetos na América Latina. Atrás de países como Haiti, Nicarágua, El Salvador, Honduras, Guatemala, Jamaica, Bolívia, Argentina, Chile… No Balanço da UNESCO, o Brasil aparece ao lado de Etiópia, Nigéria, Bangladesh, Irã e Paquistão, entre outros.
Mas essas estatísticas não sensibilizam os magnatas da televisão. Pelo contrário, para eles os únicos números que interessam são os da audiência e os do faturamento. Para aumentar ambos contam com importantes aliados. A sociedade moderna é um deles.
O trabalho dos pais toma tempo da convivência com os filhos. E como as ruas se tornaram ambiente extremamente inseguro, as conexões das crianças com o mundo ficam praticamente a cargo da escola e da televisão. Para estimular essa dependência, as emissoras transportam cada vez mais a violência para dentro dos lares, em suas programações. Não apenas na exibição de programas policiais, mas até novelas e desenhos exploram a violência.
A antecipação de problemas, como sexo e drogas, atrai a curiosidade de crianças, adolescentes e jovens que – dessa maneira – perdem a inocência mais rapidamente, e podem ganhar problemas que afetam o futuro adulto. Mas para os donos das TVs, o mais importante é que antecipando etapas, essa gente miúda se torna mais cedo um consumidor potencial. E a exacerbação do consumismo pela mídia pode estimular a crença que “o importante é levar vantagem em tudo”.
A disciplina também é afetada pela televisão. Filhos que têm TV no quarto, por exemplo, costumam burlar o horário de dormir e as recomendações dos adultos sobre a programação que não devem assistir. Tudo através de um simples “clic” do controle remoto, toda vez que o adulto se aproxima. A realização dos deveres escolares também pode ficar atrelada à programação da televisão.
Desligar a TV nem sempre é a solução para esses problemas. Afinal, podemos tirar algum proveito da programação televisiva na educação. O veículo ajuda na alfabetização. Oferece estímulos para que as crianças falem, narrem os episódios, interpretem as histórias dos filmes e desenhos animados que assistiram na TV e façam, assim, uma ponte com a vida cotidiana. Também permite a constante atualização de acontecimentos, amplia fronteiras nos colocando em contato com diferentes realidades.
Entre os pontos positivos e negativos da televisão, os pais e educadores não devem esquecer que a família continua sendo a primeira fonte de influência comportamental, emocional e ética na criança. A família precisa aproveitar a grande influência da TV de maneira correta, estimulando a criança a assistir programas bons, ou evitando os horários ruins, ou ainda levando a criança para longe da TV e para perto de outra atividade.
A televisão é um dos meios de comunicação mais acessíveis à maioria da população brasileira. Noventa e sete por cento dos lares – nos mais de 5.500 municípios brasileiros – possuem, pelo menos, um aparelho de TV.
O custo também é baixo. Manter o aparelho ligado durante quatro horas por dia gera despesa próxima a cinco reais por mês na conta de luz. Levando em consideração que, mesmo desligado, o aparelho consome energia elétrica – no modo “stand by” – o gasto com a televisão na conta de luz sobe para algo em torno de sete reais ao mês. No Brasil, o preço médio de um livro – por exemplo – é praticamente três vezes maior que o valor pago para assistir televisão diariamente.
A TV também gera uma sensação de comodidade. Oferece grande quantidade de informação sem exigir muito esforço para a compreensão. A leitura, ao contrário, obriga o cérebro a decodificar símbolos e organizar as informações contidas neles. Certamente é um dos pontos que explica a pouca boa vontade dos brasileiros com os livros. Quase metade da população do Brasil, acima dos cinco anos, não costuma ler. E quase 98% assistem televisão diariamente.
Fica evidente que a televisão exerce influência na sociedade brasileira em todos os níveis. No entanto, esse poder não tem conseguido salvar o Brasil de um de seus principais inimigos: a ignorância.
Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – o IBGE – revela que, em 2007, o Brasil tinha mais de 14 milhões de analfabetos, de 15 anos ou mais de idade, o que corresponde a algo em torno de 10% da população. Taxa que coloca nosso País em nono lugar no “ranking” dos que possuem maior índice de analfabetos na América Latina. Atrás de países como Haiti, Nicarágua, El Salvador, Honduras, Guatemala, Jamaica, Bolívia, Argentina, Chile… No Balanço da UNESCO, o Brasil aparece ao lado de Etiópia, Nigéria, Bangladesh, Irã e Paquistão, entre outros.
Mas essas estatísticas não sensibilizam os magnatas da televisão. Pelo contrário, para eles os únicos números que interessam são os da audiência e os do faturamento. Para aumentar ambos contam com importantes aliados. A sociedade moderna é um deles.
O trabalho dos pais toma tempo da convivência com os filhos. E como as ruas se tornaram ambiente extremamente inseguro, as conexões das crianças com o mundo ficam praticamente a cargo da escola e da televisão. Para estimular essa dependência, as emissoras transportam cada vez mais a violência para dentro dos lares, em suas programações. Não apenas na exibição de programas policiais, mas até novelas e desenhos exploram a violência.
A antecipação de problemas, como sexo e drogas, atrai a curiosidade de crianças, adolescentes e jovens que – dessa maneira – perdem a inocência mais rapidamente, e podem ganhar problemas que afetam o futuro adulto. Mas para os donos das TVs, o mais importante é que antecipando etapas, essa gente miúda se torna mais cedo um consumidor potencial. E a exacerbação do consumismo pela mídia pode estimular a crença que “o importante é levar vantagem em tudo”.
A disciplina também é afetada pela televisão. Filhos que têm TV no quarto, por exemplo, costumam burlar o horário de dormir e as recomendações dos adultos sobre a programação que não devem assistir. Tudo através de um simples “clic” do controle remoto, toda vez que o adulto se aproxima. A realização dos deveres escolares também pode ficar atrelada à programação da televisão.
Desligar a TV nem sempre é a solução para esses problemas. Afinal, podemos tirar algum proveito da programação televisiva na educação. O veículo ajuda na alfabetização. Oferece estímulos para que as crianças falem, narrem os episódios, interpretem as histórias dos filmes e desenhos animados que assistiram na TV e façam, assim, uma ponte com a vida cotidiana. Também permite a constante atualização de acontecimentos, amplia fronteiras nos colocando em contato com diferentes realidades.
Entre os pontos positivos e negativos da televisão, os pais e educadores não devem esquecer que a família continua sendo a primeira fonte de influência comportamental, emocional e ética na criança. A família precisa aproveitar a grande influência da TV de maneira correta, estimulando a criança a assistir programas bons, ou evitando os horários ruins, ou ainda levando a criança para longe da TV e para perto de outra atividade.